domingo, 19 de março de 2017

Guerra

  Guerra. O que vem a sua cabeça ao ouvir esse nome? Bem, há diferentes definições, mas hoje estarei falando daquela que pessoas morrem, lugares são destruídos. Quando a paz é invadida e inocentes morrem.
  Bem, hoje quem basicamente comando o mundo somos nós, humanos. Ironia, não? Um ser tão... egoísta, que pensa somente em si próprio, ou então em dinheiro em poder, ser o topo de uma pirâmide estúpida chamada hierarquia. E o que um humano deste tipo não faria para alcançar seus objetivos? Dividir o mundo em ideologias? Explodir países? Matar inocentes? Colocar países não envolvidos no meio? É, acho que sim... melhor dizendo, certeza.
  Nossa história é manchada de sangue e destruição. Quando somos crianças não pensamos que guerras são tão horríveis a este ponto, mas quando crescemos, quando estamos naquela parte da escola que aprendemos sobre guerras... descobrimos como é tudo isso é tão horrível. Trágico. Egoísta. Sanguinário.
  E quando você descobre as razões de guerras, você sente-se pior ainda. Brigar por território, por poder, por religião, por ideologias diferentes! Que tolice! Será que simplesmente não conseguimos aprender... fixar em nossa mente que apenas terá mais sangue em nosso histórico?! Obviamente haverá o país vencedor, e o perdedor. Mas ambos terão vidas perdidas, ambos terão sangue em seu asfalto todo destruído, ambos conseguirão o que querem. Mas com um custo: centenas de milhares de mortes.
  Hoje, infelizmente, nossa racionalidade está indo pelo ralo. "Dominamos" o mundo pelo simples fatos de sermos racionais, mas será que matar é racional? Criar guerras é racional? E o mais engraçado é que as pessoas que colocaram os países em situações ruins, podem ou não morrer, mas quem irá sentir na pele a dor e destruição, são os civis inocentes. Tudo em busca do poder... o maldito poder, que está se sobrepondo ao amor. Ah, claro, além de racionalidade, falta-nos amor.
  Mas, bem, é o que vários cientistas dizem: podemos não ultrapassar mais cem anos na Terra. E acham mesmo que iremos acabar por eventos naturais? Não, não. Isso pode ser um fator que pode sim nos extinguir, ou ajudar. Nós iremos nos destruir, com guerras. Engraçado, as vezes parece que o egoísmo é mais forte que o amor. Seria tão bom viver em um mundo pacífico, mas isso fica só para nossos mais profundos sonhos, não acho que o humano tenha mais salvação. Estamos perdidos.

"Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus"
-Albert Einstein.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Kami-sama Hajimemashita

  Konnichiwa! (olá!)
  Hoje farei um post sobre um anime e mangá (pessoalmente, apenas assisti o anime) Kami-sama Hajimemashita, longuinho o nome, não? Hehe.

  Bem, a tradução ficaria algo como "Começando a ser um deus", ou algo do gênero, então já dá para se ter uma breve ideia do que o anime se trata. Mas vamos a um breve resumo...
Nanami Momozono é uma simples garota do colegial cuja mãe faleceu quando ainda era uma criança, e seu pai, cheio de dívidas devido a jogos, fugiu e abandonou a garota, que logo foi despejada de sua casa. Abandonada, sem para onde ir, estava sentada em um banco a noite, pensando no que faria em seguida, quando avista um homem alto e loiro apavorado por um cachorro. Nanami "espanta" o cachorro, assim, aliviando o homem, e pouco depois, ele a conta que há um lugar para ela ficar, e o mais estranho: dá um beijo em sua testa, então vai embora. Nanami, sem outra escolha, vai até o local onde o misterioso homem a enviara, e era um templo. Ao entrar, é recebida não de uma maneira tão gentil por Tomoe. Então descobre que, o cara que lhe enviara ate lá e lhe dera o misterioso beijo em sua testa, nada mais era do que Mikage, o antigo dono do templo, e deus da Terra, ou seja, uma divindade. E o beijo era como se ele tivesse entregado seu posto a Nanami. Tomoe não aceita a garota logo de cara, afinal, Mikage o ajudara e o acolhera, tornando-o seu familiar; além de ter deixado Tomoe triste e preocupado, pois o deus disse que iria a cidade, e sumira por vinte anos. 
  Bem, a partir daí, Nanami fica no templo e começa a "aprender a ser um deus", e começa a gerar sentimentos por Tomoe, porém o mesmo passa a senti-los com mais... digamos... força, na segunda temporada. Mas ainda sente algo por ela na primeira temporada, porém não demonstra, o que torna mais kawaii ainda.



  No meio disso, Nanami ajuda uma deusa a ficar com um humano comum, pois era apaixonada pelo garoto; descobre sobre o passado trágico de Tomoe, que era uma raposa selvagem; conhece Kurama (não, não é a bijuu, hahaha); aprende a usar talismãs; volta ao passado; enfim, acontece uma porção de coisas. 
  Para quem não assistiu: eu recomendo. É engraçado, divertido, e há umas cenas muito kawaii entre Tomoe e Nanami, e posso dar um spoilerzinho? (rola uns beijinhos, mas não se iludam, o contrato para ser familiar de um deus, basicamente, é realizado por um beijo, mas é kawaii de qualquer forma). Ah, e no meio da primeira temporada, um novo personagem entra: Mizuki, que vira familiar de Nanami, pessoalmente, é meu personagem favorito, ele é muito fofo e engraçado; ah, e Tomoe e Mizuki não têm uma relação muito boa, haha, e ele é apelidado por "cobra", pela "raposa" (Tomoe). E ele me lembra um pouco o Mitsuki, o "ratinho de laboratório"/ "filho" de Orochiramu, do Naruto Gaiden, não me perguntem o porquê, pois suas personalidades são completamente distintas.


Agora, estão esperando o quê? Vão assistir o anime, não irão se arrepender. Conta com duas temporadas e, quase dez OVAs. Espero que gostem e até a próxima!

P.S.: tem um deus chamado Otohiko, deus do vento, que é muito engraçado, impossível o odiar, mesmo que não apareça muito.



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Ao no Exorcist

Ao no Exorcist/Blue Exorcist, também conhecido como um dos melhores animes existentes (em minha humilde opinião)! O que dizer sobre essa maravilha? Tanto o mangá quanto o anime são absolutamente incríveis! E para a alegria dos fãs: Janeiro de 2017 tem segunda temporada!!!!! A segunda temporada, para quem não sabe, vai se focar no arco de Kyoto, onde acontece a aparição do Rei Impuro, Iluminati, e é onde as família de Shima, Bon e Konekomaru moram.
Sem mais enrolações, vamos a um breve resumo sobre o mangá (que, obviamente tem muito mais conteúdo que o anime, é como comparar um livro com um filme)...:
Rin Okumura é um garoto com sérios problemas, vive se metendo em encrencas, e todos os chamam de "demônio". Enquanto andava pela cidade, se encontrou com um cara que havia brigado, e esse garoto estava possuído... por um demônio. Então começa a tentar matar Rin, porém, do nada, chamas azuis começam a emanar do corpo do jovem garoto, queimando o cara possuído pelo demônio. Pouco depois, Shiro Fujimoto, pai adotivo de Rin e Yukio (irmão gêmeo de Rin, porém mais novo por causa daqueles segundinhos de diferença), e também Paladino (melhor exorcista) aparece, começa a recitar versos fatais da bíblia que afetasse o demônio e consegue abater o garoto sem o machucar gravemente. Depois corre com Rin para o monastério, lhe mostra a Kurikara que, basicamente selava seus poderes demoníacos... ah! Tem essa: Rin descobre ser filho do satã, o que o deixa abalado e meio incrédulo, porém essa incredulidade acaba quando satã possui Shiro Fujimoto. Desculpe pelo spoiler, mas isso acontece logo no início, então lá vai: Padre Fujimoto morre, e antes disso, Rin desembainha a espada, que acaba revelando seu lado demoníaco para proteger seu pai adotivo.


Fujimoto, antes de sua morte, entrega a Rin um celular que contém o número de Mephisto Pheles, um "grande amigo", diretor da Academia Vera Cruz (ou Academia Verdadeira Cruz). Mephisto acolhe Rin e Yukio, deixando-os em dormitórios que já não são utilizados pelos outros estudantes. Mephisto é um cara duvidoso, quero dizer, cara não, demônio. Rei do Tempo. Porém os alunos não sabem disso.


(aqui podemos ver claramente que Mephisto tem muito estilo, e é super parecido com um demônio)

Rin, para se vingar, decide alimentar a ambição de matar satã indo para o curso de exorcismo que a academia oferece. E descobre que Yukio é seu professor de farmacologia.
E lá conhece pessoas que, mais tarde, viram seus melhores amigos: Bon, Shima, Konekomaru, Shiemi, Izumo. Que são participantes do curso, há também "uma pessoa misteriosa", que logo descobrem quem é, e como essa pessoa é simplesmente... incrível! Também há um louco que ficar falando com marionetes (lembra-me um pouco o Kanato, de Diabolik Lovers), Takara, que não faz quase nada; mas há um capítulo em que ele tenta impedir "outro alguém" de capturar Izumo, e a leva para ver sua pequena irmã, que foi tirada dela quando era bem pequena.
E no início, também, em uma das principais entradas para a enorme academia, um gato chamado Kuro, que é um demônio e era familiar de Fujimoto, fica abalado ao descobrir que ele morrera. Um monte de exorcistas tentam o parar, e advinha quem consegue? Isso, Rin Okumura, e por causa disto, Kuro acaba virando familiar de Rin. Adoro esse gato!


E, em minha opinião, a melhor parte foi quando descobrem sobre suas chamas, pois ele escondia que era filho de satã de todos (exceto Yukio e Mephisto, e alguns professores de exorcismo), a cena, tanto no mangá quanto no anime, do Rin descontrolado lutando na frente de todo mundo contra Amaimon (irmão de Mephisto, Rei da Terra, deveria odiar esse personagem, mas o amo) é algo absolutamente demais! Ah, e é claro, tem que ter o personagem que foi feito para ser odiado, Arthur August Angel, aliás, de anjo não tem nada. Vira o paladino depois de Shiro e captura Rin para ser executado. Simplesmente o pior personagem de todos!
Bem, se for para resumir o mangá inteiro, vai demorar e, sem querer, vou acabar soltando spoilers, que são horríveis e acabam com aquela curiosidade de saber o que acontece em seguida. Apenas digo que há muitos capítulos (e ainda está em lançamento) repletos de ação, afinal é shounen, mas é tão... perfeito. Tem coisa de uma brecha aberta por quais demônios estão passando, Iluminati envolvido no meio, duplo espião (última pessoa que vocês pensariam, mas não deixa de ser um dos melhores personagens), é, em minha opinião, uma história bem elaborada e super divertida, e há horas que emociona. Quando você lê esse mangá você simplesmente se envolve com a história e personagens. 


(Rin, gente como a gente, chorando por histórias que, infelizmente, são fictícias)

Há apenas uma observação: Nos últimos episódios do anime, eles saem completamente da história do mangá, porém fizeram isso porque, na época, não havia material (capítulos) prontos, então tiveram de improvisar.
E quem diria que um demônio seria tão bondoso e perfeito como Rin Okumura, não é? 
Ah, já ia me esquecendo: há um filme independente, porém muito fofo. É um demônio com forma de criança que aparece, Rin começa a cuidar dele, mas descobre que é um demônio que traz alegria as pessoas, porém faz com que se esqueçam de tudo e acaba ferrando com elas. Recomendo assistirem, é muito legal! 
E graças a Yato teremos segunda temporada! YEEEY! Agora cruzemo os dedos para que Ao no Exorcist volte com tudo!
(pôster da segunda temporada, perfeito demais *-*)

Bem, obrigada por terem lido, e estou pensando em começar a fazer mais postagens falando sobre mangás e animes, quem sabe eu não venha a acrescentar livros e séries?


Mephisto, como sempre, estiloso. 
Assistam o anime e leiam ao mangá, não irão se arrepender!
Até logo! :3





quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Poderia estar pior

Esse texto é para você: que reclama da vida, que acha que o “universo está conspirando contra você”, que está cansado. Eu sei, nossa vida é monótona e sem graça. Não é como em livros ou mangás, ou séries e animes, que tudo é tão incrível! As amizades são duradouras, assim como o amor; que uma série de aventuras acontece; que nenhum dia é como o outro.
Mas você não acha que poderia estar pior?
Você poderia estar deitado em uma maca de hospital, dependendo de máquinas para sobreviver. Poderia estar sem família ou amigos. Poderia não ter uma moradia. Poderia estar passando fome. Poderia estar morto.
Mas não. Você está vivo e tem uma vida boa! Não está dependendo de máquinas para respirar, tem sua família e amigos ao seu lado para o que deve e vier, tem uma casa – concordemos que, não importa o tamanho ou onde ela se localiza, e sim que você tem um aconchegante lugar para dormir todos os dias-, tem comida em sua mesa todos os dias. E o principal: está vivo. Respirando. O sangue bombardeando seu coração. Seu cérebro recebendo e enviando impulsos nervosos. Seu pulmão se contraindo e relaxando. Está vivo.
Isso é o que importa.
Se estiver cansado da vida monótona, simplesmente abra um livro, cheiro-o (vai me dizer que nunca cheirou um livro?) e comece a passar seus olhos pelas páginas, indo para um mundo aleatório e escapando da realidade. Mas, por favor, dê mais valor a sua vida, as coisas que você tem, e as pessoas ao seu redor, mais precisamente falando, família.

P.S.: Não, o Universo é grande demais para estar conspirando com uma pessoa que, em escala cósmica, sequer existe. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Zoológico

Ah... Zoológico, lugar que, aposto, grande maioria das crianças adoram ir, para ver aqueles lindos animais... enjaulados e presos, com um mísero espaço.
Zoológico, muitos dizem, é como se servisse para cuidar dos animais, certo? Bem, por parte concordo, por parte não. Certo, eles fazem MUITO melhor do que circo, que chicoteiam e tratam os animais como objetos de atração, e não como seres vivos que têm sentimentos. Bem, o zoológico pode até dar um "lar" e comida para o animal, pode fazer com que ele "sinta-se" em casa, bem, apenas um pouco, porque se formos comparar o tamanho de uma "jaula" como tamanho do habitat natural do animal, a diferença será, literalmente, enorme!
Pensem: você, isso mesmo, você, ser tirado de sua casa, com sua liberdade, família, comida quando bem quiser, enfim, o conforto da sua casa, e ser levado a um lugar totalmente diferente, no qual você é uma atração. as pessoas passam por você, olham, ficam falando: "olha que bonitinho", o dia inteiro, ficar deitado apenas olhando as pessoas passarem em sua liberdade... Horrível, não é? Ah, claro: na pior das hipóteses uma criança "que não tem noção do perigo", entra na sua jaula! Você age de acordo com seus instintos, pode até estar "brincando" com a criança e pá! O lugar que falam que cuidam de você, basicamente, te mata! Quero dizer, é exatamente isso o que acontece! O animal fica enjaulado o dia inteiro! Fora da sua casa, até mesmo de sua família. Eles até podem cuidar, mas não fazem com que o animal sinta-se em casa. Em minha opinião, zoológicos, na verdade, deveriam ser como veterinários para animais selvagens, ou um local de estudo dos animais. Veja a diferença: de um animal de um zoológico, para um animal em sua "casa"! Animais têm sim sentimento. Não são humanos, mas que têm, têm! Se for para dizer quem menos tem sentimento, óbvio, seremos nós, os humanos. Olha a maravilha que fazemos: derrubamos as casas dos animais, enjaulamos alguns, caçamos alguns por diversão, destruímos a cadeia alimentar, limpamos uma raça da face da terra, gastamos água, matamos o nosso precioso planeta Terra de pouquinho em pouquinho, poluímos, maltratamos, causamos fome, guerra e destruição... Aliás, isso é como nosso instinto, não é?
Assim como é de um animal ver uma presa (tanto uma zebra, no caso de um leão por exemplo, quanto um humano), e ir para cima dela, aliás é comida; assim como matamos galinhas, porcos e etc. para comida.
 Há diversos casos de crianças que entraram na jaula de um animal, o animal foi sacrificado, e ficou por isso mesmo; com pessoas achando que a culpa é do responsável por ter deixado que a criança entrar (até porque nenhuma criança em hipótese alguma vai entrar sozinha sem um responsável em um zoológico), e aquele lado, que acha que a culpa é do animal (por ter seguido seus instintos). Vamos pegar um exemplo que aconteceu um pouco antes das olimpíadas: onça pintada, Juma (lembrando que essa raça está em extinção, e sim, foi a muito tempo, mas não deixa de ser uma tragédia horrível), foi morta por um tiro de pistola após ter tentado avançar sobre um soldado. Precisava matá-la? Precisava tirar a vida de um animal inocente? De maneira alguma! Juma= onça pintada= está em extinção= é um animal selvagem e não doméstico. Será que não passou pela cabeça deles que algo do gênero poderia acontecer? Certo, os soldados a acolheram e a treinaram, tranquilizantes não a pararam. Mas será que o desfile da tocha olímpica era mais importante do que ela? Do que um ser vivo? Eles poderiam ter cogitado essa ideia, ela poderia atacar, é um animal que age por instintos e é selvagem, poderia acontecer! Achei isso algo extremamente horrível.
 Bem, acho que zoológicos, como disse acima, poderiam ser como um veterinário para animais selvagens, ou poderia ser maior, e não ter exposição. Ser um lugar enorme para que os animais tivessem seus companheiros, pudessem correr e sentir... liberdade! Sem humanos, sem lugar pequeno... um lugar melhor para eles.
 O problema é que a raça humana pensa apenas em si mesmo, e não nos seres que estão dividindo esse pequeno planeta conosco.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Tonari no Kaibutsu-kun

Tonari no Kaibutsu-kun é um anime e mangá shoujo, também conhecido como My Little Monster, super fofo e engraçado! Basicamente, conta a história de uma menina, Shizuku Mizutani, que não se importa ou se interessa em absolutamente nada, apenas em seus estudos; não tem amigos ou uma vida sem ser estudar e estudar. 
Em certo dia, sua professora pede para que ela leve lições para Haru Yoshida, um garoto briguento que fora suspenso na escola por se meter em briga com veteranos, mesmo não querendo, é obrigada a levar. Então, após a entregar as lições, o garoto, Haru, começa a "segui-lá", ou seja, começa a andar com ela, a atrapalhar e a importunar.



 A partir dai, nasce uma amizade entre um garoto problemático e uma garota fria e calculista. E mais duas pessoas entram nessa "roda de amizade", Natsume e Sasahara (prefere ser chamado de Sasayan). Natsume pede ajuda de Shizuku nos estudos, pois não poderia ficar de recuperação, se ficasse não iria à um encontro com seus amigos virtuais; fria como sempre, Shizuku nega a ajudá-la, então Haru, que todos até então pensavam que era apenas mais um garoto burro na escola, se oferece para ajudá-la. Pouco depois, Shizuku descobre que, mesmo sem se esforçar, Haru era até melhor do que ela nos estudos, então começa a se empenhar ainda mais. Sasayan aparece conversando com Shizuku sobre Haru, que estudou com ele no fundamental (por acaso, o garoto ficara em ir à escola por mais confusões). Ah, sem falar de Nagoya, um galo que Haru achou e o nomeou, e começou a tratá-lo como um bichinho de estimação (no final de cada episódio ele aparece em um ninho com as vozes dos personagens conversando). O único problema é: Haru e Shizuku, por mais que sejam completamente diferentes, se amam, e no final acabam que não ficam juntos (pelo menos no anime) ;-;

Bem, até o fim do anime, porções de coisas acontecem. Uma garota de outra sala, mais precisamente, a representante, Chizuru, se apaixona por Haru, que a defende quando uns garotos e garotas estão implicando com ela. Também tem Kenji, um garoto empenhado nos estudos que frequenta o mesmo cursinho que Shizuku e é amigo de Haru, também é encrenqueiro (arruma confusão por aí e seus amigos que resolvem - na pancadaria- e fica apenas observando), se apaixona por Shizuku. Haru, ao descobrir, torna-se bastante ciumento (tão kawaii). 
Enfim, é super fofo e eu recomendo. Ah! Também há um O.V.A super legal: Tonari no Gokudou-kun. São com os mesmos personagens (óbvio), porém séculos atrás e com dois grupos rivais, os líderes desses grupos são: um é Shizuku, outro Haru. Eles começam a se encontrar na margem de um rio (sem saber que são líderes de grupos rivais) e então se apaixonam; até descobrirem que são rivais.
Também tem coisa de doce proibido, tráfico de doce, galinhas alienígenas (que roubam Haru devido o fato de ele ser o rei do planeta das galinhas, mas ele volta em menos de cinco minutos) e o melhor... (pelo menos no O.V.A Tonari no Gokudou-kun) ELES FICAM JUNTOS!!!

Fiquem com esse lindo sorriso do Haru e até logo!




quinta-feira, 22 de setembro de 2016

De cabeça para baixo, capítulo 10

- M-mas...o que?- perguntei assustada com a informação.
- O que você ouviu: a ambulância de Tyler foi roubada- Matt respondeu.
- Meus Deus...- eu suspirei fechando os olhos- Primeiro o corpo de Jorge é roubado, agora o de Tyler...? Precisamos achar Adelle, ou ela não irá parar!
- Certo...vá a minha casa, bem discretamente- Matt falou com a voz agitada- Não tenho certeza se Missie irá...ela está...
- Eu, com toda a certeza irei!- ouvi a voz de Missie pelo celular.
- Então nos encontre lá daqui duas horas- Matt falou, então desligou o celular. Ao chegar no abrigo, Joguei minha mochila em um canto e deitei-me em minha cama, organizando os pensamentos embaralhados desses últimos dias malucos. Acabei adormecendo como se nada de ruim estivesse acontecendo e deixei-me entrar no mundos dos sonhos. Acordei com o meu celular tocando, pensei duas, ou melhor, dez vezes antes de atendê-lo; resolvi ver quem era o ser que estava me ligando e li na tela: "Matt".
- Oi?- eu perguntei com a voz sonolenta.
- Estava dormindo?- perguntou Matt.
- Sim- eu falei levantando-me- Já deu a hora?
- Sim- ele falou- Quer que eu vá lhe buscar?
- Não, valeu- eu falei saindo de meu alojamento e o trancando- Já estou indo, me esperem.
Desliguei o celular e o coloquei em meu bolso movendo-me automaticamente pelos corredores. Ao sair, senti uma sensação horrível de que estava sendo observada, olhei em volta assustada, mas tudo o que via era algumas pessoas caminhando em suas vidas normais e monótonas. Dei um leve sorriso ao perceber o quanto eu, antes, reclamava de nada novo acontecer em minha vida, bem, agora aconteceu. Depois de uns minutos de caminhada, avistei a casa de Matt, e ao lado, a minha. Um sentimento de tristeza passou pelo me coração, lembrei de Jorge. Mal fez um mês desde que nos mudamos, e aconteceu aquela terrível tragédia. Caminhei para a varanda de Matt e toquei a campainha, imediatamente, ele apareceu com um expressão séria, porém fria.
- Bem, estou aqui- eu falei olhando para o chão.
- Entre- ele falou saindo de frente da porta e deixando que entrasse- Bem, temos uma pessoas a mais em nosso plano.
- Olá- uma mulher alta com cabelos ondulados e castanhos falou.
- Essa é Marie, mãe de Tyler- Carl falou olhando para mim. Ao olhar para a mulher novamente, notei o quanto era parecida com Tyler: os cabelos e cor de pele eram muito parecidos, exceto o fato dos cabelos serem longos e seus olhos serem verdes e não castanhos, como o de seu filho.
- O-olá- eu falei meio sem jeito- P-prazer em conhecê-la senhora...
- Marie, chame-me de Marie, apenas- ela falou com a expressão carregada de raiva, porém sua voz saia calma.
- Sinto muito por sua perda e...- eu falei, engasgando no meio da frase.
- Você não tem nada a se desculpar, ou foi você que o matou?- Marie falou, o jeito em como ela proferiu aquela palavras soou um tanto desconfortável. Balancei a cabeça negativamente- Ao invés de ficarmos sentados chorando por algo assim, devemos evitar que um acontecimento desses aconteça com uma próxima pessoa, não é mesmo, Ally?
- Sim...- eu murmurei.
- Matt contou-me tudo o que aconteceu- ela falou cruzando os braços, notei como seus olhos estavam inchados- Os bilhetes, mensagens e ligações que você tem recebido. Iremos reunir tudo isto e tentar fazer uma ligação com o esconderijo de Adelle, ou qualquer pessoa que possa ter alguma relação com ela. Iremos capturá-la, não importa o que acontecer, e dependendo do caso, não hesitarei em matá-la-
Internamente, dei um belo sorriso. Ela buscava o mesmo que eu: vingança. Gostei de Marie.
- Quero saber se vocês estão de acordo- ela perguntou olhando para cada um de nós.
- Sim- eu fui a primeira a responder. Em seguida, Matt e Carl responderam em uníssono. Depois de um tempo, Missie acenou a cabeça afirmativamente.
- Ótimo- Marie falou sorrindo, como se tivesse ganhado um troféu- Sabem quem ensinou Tyler a hackear? Bem, fui eu. Eu e meu marido trabalhávamos para o governo, agora apenas sou uma mulher desempegada, viúva e sem o filho e que está louca para descontar em alguém.
" Ally, entregue-me todos os bilhetes que Adelle lhe enviou, e deixe-me olhar os números que Adelle usou para ligar para você, assim como ligações, e-mails, qualquer coisa"
- Certo- eu falei desbloqueando meu celular e entregando para Marie. Peguei os dois bilhetes que, por sorte, estavam no bolso de minha calça e entreguei para ela- Isso é tudo.
- Mais do que o suficiente- ela respondeu pegando sua bolsa no sofá e tirando um notebook de lá- Temos que, primeiro, dar um jeito de nos comunicarmos sem que essa mulher saiba o que estamos planejando.
- Podemos "esbarrar" acidentalmente na rua de vez em quando e trocar bilhetes- eu arrisquei- Assim com eu, Matt, Carl e Missie podemos fazer "trabalhos escolares" juntos.
- Perfeito- ela respondeu olhando as mensagens e números em meu celular- Mas com o tempo pode parecer suspeito. Então, faremos isso literalmente de vez em quando.
  - Sim. Há chances de você hackear a localização dela, certo?- perguntei com a voz mais firme que pudesse fazer.
  - Mas é claro- falou Marie digitando rapidamente e usando algum aplicativo ou seja lá o que for, próprio para isso- Bem, vocês mencionaram de Agnes, filha dela, certo? Iremos começar por essa... garotinha. Quero o número de celular dela.
  - Aqui está- Matt falou entregando seu celular com o número de Agnes já na tela.
  - Perfeito...- murmurou Marie, mais para si mesmo do que para nós. Depois de cinco minutos sob alta pressão, Marie estralou os dedos, notei que o modo como agia era mais parecido com o de um adolescente, como o de uma mulher de quase cinquenta anos de idade.
  - Conseguiu algo?- perguntou Carl, esperançoso.
  - Consegui identificar a localização de Agnes, quero dizer, é seu celular, mas vocês jovem de hoje em dia andam com esse troço de um lado para o outro!
  - Tá, e então?- perguntou Matt, um pouco mais arrogante do que pretendia, percebi.
  - Ela está...- Marie falou ansiosa olhando para a tela do notebook- Nesta sala!
  - O quê?!- Missie falou surpresa.
  - Ande, liguem para o celular dela!- Marie ordenou. Matt pegou seu celular que estava com Marie e ligou para Agnes. Não passaram dez segundos e ouvimos o toque de seu celular: uma música clássica, somente ao som de piano, mas dava uma sensação horrível em seu coração, como se fosse para lhe deixar triste, depressivo e ao mesmo tempo com medo. O som, pelo o que ouvi, estava vindo da bolsa de Missie.
  - Mas o quê?- murmurou indo em direção a sua bolsa e pegando o celular. Na tela estava escrito "Missy". Apertou o botão de desligar o celular e, neste mesmo momento, de dentro do celular, mais precisamente da câmera frontal, saiu uma agulha da finura do celular e perfurou o pescoço de Missie. Soltei um grito com o susto que levei. Marie saiu do sofá imediatamente e foi até Missie, Carl entrou em desespero e foi até a namorada, também. Ouvi o som da impressora, ela estava no canto da sala, ao lado de um computador, e vi uma folha saindo de lá, caminhei até lá e peguei o papel.
  "Parece que o trabalho terá de ser mais discreto e eficiente! Hahahaha!
  1-1. Quais ama"
  Dei um longo suspiro e fui até Missie, para saber se estava viva ou não.
   - Precisamos chamar uma ambulância!- exclamei assustada com o fato de algo tão frágil ter matado Missie. E de ter saído de um lugar tão improvável.
  - E como iremos explicar o que aconteceu? Que uma agulha saiu da câmera de um celular e acertou a garganta de Missie?!- Marie falou irritada- Não acredito que ela descobriu...
  - Missie...Missie...- Carl murmurava entre soluços, fazendo com que suas lágrimas caíssem no rosto já morto de Missie. Meu olhos encheram-se de lágrimas. Estava triste. Por mais que não a conhecesse muito bem, sabia que era uma boa garota. E agora ela estava morta. Assim como Jorge e Tyler. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto, apressei para que a limpasse e dei um longo suspiro, tentando me acalmar. Ouvi o som de uma mensagem. Olhei para o celular que estava jogado no chão. Peguei-o sem hesitar e li a mensagem. Número desconhecido.
  Número desconhecido: Não precisará mais se preocupar com o corpo.
  Senti uma enorme raiva de Adelle, senti vontade de atravessar o celular e a matar. Nunca sentira tando ódio na minha vida quanto sentia de Adelle. Uma completa vadia. Pensei em responder, mas deixei quieto. Coloquei o celular no chão e cobri meu rosto com as mãos, pensando em qual seria seu próximo alvo, quando e onde. Então ouvi um barulho, três "bips" seguidos, com uma pausa de três segundos a cada "bip". Contei mais dez, com uma pausa de milésimos. Então ouvi um longo "bip" que durou dez segundos. O celular explodiu. Isso mesmo que você está lendo. Ele explodiu. Não aquela explosão devastadora. Mas uma pequenina explosão, que fez com que uma fumaça preta se espalhasse por todo local. Ao respirar a fumaça pela primeira vez, senti meus pulmões queimando, minha garganta ardia e queimava, como se alguém tivesse me obrigado a tomar lava. Senti meus órgãos doendo, uma dor insuportável. Caí no chão devido o fato de meus músculos começarem a ficar fracos. Comecei a tossir como uma pessoa com tuberculose, mas saia sangue da minha boca, e  não fazia a mínima ideia do que havia inspirado. Olhei em volta, mas não via nada, estava tudo preto. Tentava ouvir alguma coisa, mas era como se estivesse surda. Meu corpo voltou ao normal, mas eu fiquei com sono. Um sono fora do normal, minhas pálpebras se fecharam rapidamente, e adormeci.
  Pareci que dormira por dias, mas ao acordar, estava no mesmo local, na sala da casa de Matt. Olhei em volta e todos estavam adormecidos ainda. Levantei-me e olhei pela janela, ainda estava escuro. Fechei meus olhos e os abri novamente, olhei para o chão e consegui distinguir o corpo de Matt, Carl e Marie. Porém o corpo de Missie não estava lá. Apertei os olhos e olhei novamente para onde, antes, o corpo morto de Missie estava; realmente, ela não estava lá.
  Porém havia um bilhete amarelo. Andei até lá e peguei o bilhete: "1-1. Quais ama", no verso: "Tic Tac". Era o segundo bilhete. O que aquilo significava?. Olhei em volta pelo que parecia vigésima vez e comecei a tentar acordar os outros. Primeiro tentei acordar Matt.
  - Ei, Matt? Acorda!- falei balançando o garoto. Este, abriu os olhos lentamente, fechou-os novamente e em seguida os abriu novamente.
  - Hã?- murmurou levantando-se e massageando sua cabeça.
  - Você está bem?- perguntei.
  - Sim, mas... o que diabos aconteceu?- perguntou confuso e olhando em volta.
  - Acho que Adelle entrou aqui e roubou o corpo de Missie e... olhe o bilhete que ela deixou- falei entregando-lhe o bilhete.
  - Tic Tac?- ele murmurou dando um longo suspiro- O que significa?
  - Sem ideias- falei olhando para o chão.
  - Ei, ajude-me a acordar os outros... - murmurou, agora sua voz estava triste. Vi seu olhar direcionando-se ao lugar em que o corpo de Missie estava.
  - Carl, Marie, acordem, andem- Matt falou balançando os dois. Não passou um minuto e ambos acordaram, também perguntando o que houve. Depois de Matt explicar, Carl olhou para onde estava Missie e foi até lá, desesperado. Apertou os lábios e lágrimas começaram a sair de seus olhos. Tentei falar alguma coisa confortante, mas o que poderia confortá-lo apos uma perda? Nada.
  - Olhe, a gente poderia... - tentei falar.
  - O quê? Chamar a polícia?- perguntou Marie- Não é o tipo de trabalho que ela conseguiria resolver.
  - Como assim?- perguntei, curiosa. Marie calou-se, ouvíamos apenas a voz de Matt tentando acalmar Carl, que estava completamente acabado e triste- Preciso de ar- murmurei, na verdade, apenas não queria ficar ali, naquele momento triste e depressivo, estava cansada de momentos assim. Ao abrir a porta, vi água ao invés da varanda da casa, porém era tarde de mais para notar aquilo, pois já havia caído dentro da água. Nadei até a superfície e olhei em volta. Nada da rua em que morava antes, muito menos Hilston. Quero dizer, em Hilston não há selvas, há?
  Eu apenas via árvores para todo lado, e em minha volta, um enorme lago. Olhei para trás e a casa estava lá, porém era como um ilha no meio de toda aquela água. Estava tudo muito confuso. Ouvi movimentos na água um pouco mais adiante de mim, ao olhar para a direção do barulho, vi um... um... crocodilo? Isso, um crocodilo nadando rapidamente em minha direção.
  - Ai meu Deus!- gritei apoiando-me no chão da casa e começando a me levantar. Ao sair completamente da água, fechei a porta com um estrondo e encostei-me nela, como se o crocodilo fosse abrir a porta.
  - Ally? O que houve?- perguntou Marie correndo em minha direção.
  - Eu não sei!- exclamei- P-parece que... que estamos em uma selva ou sei lá o quê!
  - Hã?- perguntou olhando-me de cima a baixo, provavelmente estava confusa devido o fato de eu estar encharcada. Viu meu corpo molhado e caminhou até a janela, ao olhar, seu queixo caiu. Matt foi até nós e, ao olhar a janela, também surpreendeu-se- Acho que estamos presos em uma selva.