Não consegui dizer mais nada. Ele acabara de conhecer a moça. Como já queria se casar?! Isso não é um conto de fadas.
- Seremos uma linda família!- ele diz com um sorriso radiante no rosto, como alguém que realmente está feliz.
- Desculpa, mas agora tenho de usar seu escritória urgentemente- Adelle disse-, mas tarde nós conversamos querida!- ela apertou minha bochecha e subiu as escadas em direção ao escritório. Odiei aquela atitude.
- Ally, querida, você terá de arranjar um espaço para dividir quarto com Agnes, só por um tempo até reformarmos a casa ou até comprarmos uma casa nova- Jorge diz com uma voz feliz. Realmente, ele acredita em tudo isso?
Subi e logo fui para meu quarto, bati a porta com força e deitei. Fiquei olhando para o teto desejando que ele ganhasse uma boca e me comesse, só para não ter de conviver com essas duas. Se Agnes é uma completa vaca, imagine a mãe. Fiquei pensando em inúmeras possibilidades de fazer com que Jorge perceba que amor não é tão simples assim e que isso é uma baita mentira. Tantas possibilidades, tantas. Mas nenhuma faz sentido. Nada faz sentido. Principalmente quando você está dormindo. Uma imagem do casamento do dois passou pela minha cabeça, e depois um unicórnio esmagou Adelle. E Agnes virou uma cobra. Estou sonhando. Essa cobra me picou, bem no peito, onde estaria o meu coração, e com isso acordei assustada e suando.
Um policial estava me cutucando a chamando meu nome. Não havia policiais em casa.
- Quem é você?- eu perguntei me sentando na cama, e instantaneamente, senti um aperto no coração. Minha respiração estava rápida, como se alguém tivesse me enforcado e depois me soltado. Exatamente como aconteceu entre Agnes e eu- O que aconteceu?- eu perguntei ao ver que o policial não me respondeu, só me olhou com uma olhar triste, muito triste.
- O que está acontecendo?!- dessa vez eu gritei.
- Venha- ele disse me guiando pela casa, como se eu nem morasse aqui.
Ao chegar no andar debaixo, haviam vários policias, sangue espirrado nas paredes ao lado da porta e alguns paramédicos entrando e saindo de casa. Meus olhos começaram a lacrimejar.
Lembra quando disse que hoje fora um dia completamente normal? Mentira! Jorge estava deitado em uma maca com uma um furo profundo no meio do peito. Comecei a chorar desesperadamente. Quando me perceberam ao lado da maca e chorando 10 vezes pior do que um criança quando alguém rouba o pirulito dela, me tiraram de lá a força, pois não queria sair, precisava ficar ao lado de Jorge. Uma dor enorme penetrou em meu coração. Algo devastador, como se alguém tivesse arrancado o meu coração. Os policias me sentaram no sofá, me deixaram lá na esperança de eu me acalmar. Mas não conseguia. Uma policial chegou ao meu lado e me ofereceu um lencinho, aceitei, mas o choro não cessava.
- Recebemos uma denuncia anônima de uma assassinato nesta rua. Ao chegarmos não havia ninguém. Entramos aqui e...- ela não terminou a frase, ao invés disso, deu continuidade a outra- Chamamos a ambulância e enquanto alguns paramédicos analisavam seus ferimentos, rondamos a casa. E um policial achou apenas você aqui. Sabe se alguma coisa aconteceu?- sua voz era calma, não parecia aquele tipo de policial fria, mas aquela mais calma.
- Não- eu disse em meio as lágrimas- Eu estava dormindo. Acordei com um policial no meu quarto e...- me lembrei de Adelle e Agnes, o choro diminuiu um pouco, pois agora a raiva estava tomando conta de mim- Mas antes disso haviam duas mulheres aqui. Agnes e Adelle, mãe e filha.
- Okay, obrigada pela informação viu? Nós agora vamos esperar você se acalmar e depois a levaremos ao interrogatório. Mas antes disso, você é filha?
- Adotada.
- Parentes com quem eu possa contatar?
- Não- eu disse, o choro aumentou mais, pois me lembrei que nunca tivera mão, tios, avós. Só o Jorge, e agora ele estava...Morto.
Depois de meia hora, me conduziram a um carro de policia e ao caminhar, vi Matt e seus pais do lado de fora da casa conversando com um policial. Matt deu um leve sorriso para mim, consolador e não debochador, mas não retribui. Será que eles fizeram a denúncia anônima?
Depois de 15 minutos chegamos a delegacia, havia bastante movimento lá. Particularmente gostaria, quero dizer, precisava de estar no hospital com Jorge, mesmo sabendo que ele não está vivo mas...sabe quando você precisa daquela pessoa? Quando ela faz parte de você e você a perde? Dói muito. Falo isso por experiência, quero dizer, acabei de perder meu "pai", o cara que cuidou de mim, me ajudou nas lições de casa, me salvou de um lugar horrível! Como posso superar isso? Depois de um tempo tentando me acalmar, finalmente parei de chorar. Mas sentia que a sensação ia voltar logo. Então perguntei em voz alta que horas seria o interrogatório.
- Agora mesmo- a policial se sentou ao meu lado e deu um sorriso consolador- Vamos.
- Você que vai fazer o interrogatório?- eu perguntei com voz rouca.
- Não, outro policial. Escute: relaxe e só conte verdades, fale como foi seu dia, o que você fez. Até o que comeu ou com quem ficou- ela disse abrindo a porta de uma sala totalmente cinza, com duas cadeiras e uma mesa exposta ao meio delas- A propósito, meu nome é Vivian.
Entrei na sala e no mesmo instante, um policial entrou com uma pasta, provavelmente informações. Ele tinha uma expressão ameaçadora.
- Sente-se- ele disse com uma voz fria; me sentei. Ele abriu a pasta em alguma página qualquer e ao ver alguma informação, uma expressão de surpresa passou pelo seu rosto. Mas não disse nada.
- Algum problema?- eu perguntei, tentando manter a voz firme.
- Spinnet é o sobrenome de Jorge certo?- ele perguntou fechando a pasta e a colocando sobre a mesa.
- Sim. Uma ano após ele me adotar, nos fomos ao cartório e ele me deu o sobrenome dele. Minha mãe me abandonou e sequer me deu um nome- eu disse me lembrando do que me disseram por lá. Colocaram esse nome em mim porque, de acordo com elas, era um nome bonito para se dar a uma menina bonita.
- O que você fez hoje?- ele perguntou.
- O de sempre: fui para escola, voltei para casa, encontrei Jorge que era para chegar um dia depois, na Sexta, e com ele estavam: Agnes e Adelle, filha e mãe. Ele disse que iria se casar com ela, que se conheceram em Nova Iorque quando ele viajou à trabalho. Ah! Antes de ir dormir, Adelle disse que iria fazer alguma coisa no escritório dele e depois...como já disse, fui dormir.
- Bem, não posso acreditar em meras palavras de uma adolescente qualquer. Preciso fazer mais perguntas e iremos colher digitais da arma do crime- ele disse. Em seguida, mais e mais perguntas sobre o que fiz hoje, minha relação com Jorge, sobre a minha vida, quando nos mudamos para cá e etc. Depois de uma hora e meia apenas respondendo perguntas. Fui liberada para ir até o hospital. Vivian foi comigo.
Ao chegar, Vivian foi falar direto com a recepcionista e ela nos encaminhou a um médico que cuidara dos ferimentos de Jorge. Depois de Vivian e o médico conversarem sobre o crime, provavelmente, até porque não pude ouvir, tive de ficar sentada esperando notícias. Depois de um tempo curto esperando e pensando em memórias engraçadas e felizes para não ficar chorando, Vivian se sentou ao meu lado.
- E aí?- eu perguntei com a mesma voz rouca do interrogatório.
- Você pode vê-lo uma última vez e...bem, uma última vez- ela disse com uma expressão triste no rosto. Não aguentei, desabei em um choro silencioso e fui até a sala em que ele estava deitado em uma maca.
- Posso ficar sozinha com ele?- eu perguntei olhando para Vivian, tentando fazer uma expressão muito mais triste para que pudesse ter um momento a sós. Ela assentiu e ficou me esperando do lado de fora da sala.
- Jorge...- eu disse chorando, peguei sua mão, fria como a neve- Eu te amo, nunca irei me esquecer de você- me debrucei sobre ele e o abracei. O último abraço. Último toque. Última palavra- Obrigada, por tudo.
Não sou nada boa com despedidas, até porque nunca me despedi de ninguém, agora sei como dói. Vivian abriu a porta fez um gesto com a mão pedindo que a seguisse.
- É o seguinte: se você quiser, podemos fazer um velório ou se preferir...- já sabia o que ela ia dizer. Preferia a segunda opção, menos dolorida e rápida. Eu não ia querer vê-lo sendo cremado, simplesmente pedi para que me mandassem as cinzas- Mas, infelizmente não temos dinheiro para bancar isso. Teremos de ver como está a conta bancária dele e assim que for tirada as digitais, iremos passar a herança para você, se ele deixou mesmo para você no documentos, e definir como será realizado esse processo. Daqui uma semana os resultados irão sair.
Vivian me levou em casa junto de outro policial e pediu para que empacotasse tudo que fosse usar para levar a um abrigo, pois ficaria alguns dias lá. Até decidir o que seria feito comigo. Até poderia comprar um apartamento mais para frente se a herança fosse deixada comigo, se Adelle não tivesse sabotado alguma coisa em relação as digitais para me fazer parecer culpada.
Praticamente tudo depende das digitais.
E tenho certeza de que são de Adelle.
Para você ter expectativas, você precisa sonhar, para sonhar é preciso ter esperança, para ter esperança é preciso acreditar!
quarta-feira, 20 de abril de 2016
quinta-feira, 7 de abril de 2016
De cabeça para baixo, capítulo 4
Depois de chegar em casa muito satisfeita com minha vingança, logo me enrolei em minha cobertas para ter uma ótima noite de sono, sabendo que estava vencendo.
Acordei, não queria sair da cama, mas logo me lembrei do que havia feito ontem. Onde é que estava com a cabeça? E se me pegassem...me expulsassem...ou pior: contassem para Jorge? "O que foi feito, está feito", tentei colocar isso na minha cabeça, mas não funcionou. Levantei da minha cama e me arrumei rápido, quem sabe eu não tivesse tempo para excluir meu comentário no blog e tirar as fotos da escola? Mas não, faltavam 30 minutos para o sinal bater e todos entrarem na sala, estava atrasada; malditos 5 minutos que se tornaram quase 30. Tomei café da manhã rápido e fui direto para o carro, sai correndo para escola. No meio quase atropelara um pombo, mas por sorte ele voou a tempo.
Cheguei faltando 10 minutos mais ou menos para as aulas de iniciarem. Entrei correndo na escola e vi várias pessoas olhando para os cartazes. Diminui a velocidade para não aumentar suspeitas e enquanto passava pelo corredor ouvi: "Essa não é Olívia e aquele garoto, o Matt?", "Agnes vai odiar ver isso", "Descarado!", "Quem foi a mente brilhante que fez isso? Bem feito para aquele casal lixo! Mereceram!". Sorri discretamente. Ao passar por um corredor, vi uma foto que provavelmente fora rasgada da parede, na mão de Agnes enquanto ela chorava e gritava de raiva com Olívia. Havia uma pequena multidão de formado em volta das duas. Onde você está Matt? Não pude resistir e ao passar por elas, disse:
- Quem será que tirou essas fotos? Brilhante- algumas pessoas me olharam duvidosas, outras com um sorriso meio disfarçado no rosto porque com isso já perceberam que eu era a "mente brilhante".
O sinal tocou. Peguei meus livos correndo e entrei na sala de matemática, sentei em meu lugar e vi umas três pessoas tirando as fotos que estavam debaixo da carteira, uma delas foi o Matt. Ele olhou para a foto assustado e a rasgou e jogou no lixo. Sorte a dele, a aula do dia de hoje não é em companhia de Agnes ou Olívia. Eu virei para trás enquanto o professor olhava o livro dele e meus olhos de encontraram com os de Matt.
- Quem mais você vai beijar?- olhei para ele e joguei um beijo em sua direção, sarcasticamente.
Na saída, encontrei Carl, Missie e Tyler ao redor de Matt e Agnes, disfarcei mexendo no meu armário para poder ouvir a discussão:
-Você me traiu com aquela...aquela- ela rompeu em lágrimas.
- Olha, eu posso explicar, Ally só estava com raiva da gente e...- ele não terminou, Olívia passou por perto e o pegou pelo braço e lhe deu um beijo.
- Você me dá carona ursinho?- aquela voz melosa e fina me faz ficar completamente enjoada.
- Claro, ursinho- ele diz meio embaraçado.
- E ainda a chama como você me chamava?!- ao dizer isso, ela passou pelo meu armário e me viu. Droga, devia ter me escondido em outro lugar.
O rosto dela ficou completamente vermelho e ela avançou para cima de mim gritando um monte de palavrões, me pegou pelo pescoço me colocando contra os armários, não conseguia processar mais nada, estava ficando sem ar, precisava desesperadamente de ar. Tentei tirar as mãos dela de minha gargante,inútil. Graças à Deus Carl a tirou se perto de mim, juntamente de Missie. Agnes saiu correndo e Missie foi atrás, enquanto eu me ajoelhei no chão e comecei a repor minha respiração.
- Você está bem?- Carl perguntou em tom preocupado, demorei para responder pois estava ocupada demais repondo minha respiração e porque não sabia se ele estava falando sério.
- Sim- eu disse olhando para ele, eu menti, pois meu pescoço estava doendo muito. Ele me ajudou a levantar e se ofereceu para me dar carona, falando que Missie não se importava. Olhei desconfiada para ele e disse não.
No dia seguinte, tudo estava bem, normal, ou sem dramas. Até porque Agnes, Matt ou Olívia não foram para escola. Matando aula...provavelmente.
Prova já marcada, mais um bolo de lições de casa e aquele cheiro de creme para espinhas. Normal. Isso é a escola. Meu dia, por incrível que pareça, estava normal, amanhã já seria sexta, ainda bem, e logo veria Jorge novamente. É horrível fica sem ele. Peguei minha picape e fui para a casa. Ao estacionar o carro na garagem, vi que o carro de Jorge já estava lá. Meu coração começou a bater mais forte. Finalmente.
- Olá Jorge! Você não..- eu comecei a falar ao abrir a porta de casa, mas não terminei pois vi Jorge segurando a mão de uma morena alta, e linda. E Agnes sentada no sofá com olhos meio inchados.
- Oi!- Jorge disse, ia se soltar da moça, mas ela não o deixou vir me abraçar.
- Como vai?- ela disse com um sorriso enorme no rosto.
- Quem é ela?- eu disse, sequer respondi a moça. Só queria saber quem era aquela mulher. Alguma coisa em seu olhar não me agrada.
- Bom...desculpa por não te contar por telefone ou mensagem, é algo para se dizer pessoalmente- meu coração começou a bater com ainda mais força-, quando fui viajar a trabalho, conheci essa maravilhosa mulher, que também estava lá, em Nova Iorque, a trabalho. E nos apaixonamos. Passamos uma noite inteira conversando, nos conhecendo. Então, gostaria de apresentar-lhe: Adelle e Agnes, sua futura mãe e irmã!
Acordei, não queria sair da cama, mas logo me lembrei do que havia feito ontem. Onde é que estava com a cabeça? E se me pegassem...me expulsassem...ou pior: contassem para Jorge? "O que foi feito, está feito", tentei colocar isso na minha cabeça, mas não funcionou. Levantei da minha cama e me arrumei rápido, quem sabe eu não tivesse tempo para excluir meu comentário no blog e tirar as fotos da escola? Mas não, faltavam 30 minutos para o sinal bater e todos entrarem na sala, estava atrasada; malditos 5 minutos que se tornaram quase 30. Tomei café da manhã rápido e fui direto para o carro, sai correndo para escola. No meio quase atropelara um pombo, mas por sorte ele voou a tempo.
Cheguei faltando 10 minutos mais ou menos para as aulas de iniciarem. Entrei correndo na escola e vi várias pessoas olhando para os cartazes. Diminui a velocidade para não aumentar suspeitas e enquanto passava pelo corredor ouvi: "Essa não é Olívia e aquele garoto, o Matt?", "Agnes vai odiar ver isso", "Descarado!", "Quem foi a mente brilhante que fez isso? Bem feito para aquele casal lixo! Mereceram!". Sorri discretamente. Ao passar por um corredor, vi uma foto que provavelmente fora rasgada da parede, na mão de Agnes enquanto ela chorava e gritava de raiva com Olívia. Havia uma pequena multidão de formado em volta das duas. Onde você está Matt? Não pude resistir e ao passar por elas, disse:
- Quem será que tirou essas fotos? Brilhante- algumas pessoas me olharam duvidosas, outras com um sorriso meio disfarçado no rosto porque com isso já perceberam que eu era a "mente brilhante".
O sinal tocou. Peguei meus livos correndo e entrei na sala de matemática, sentei em meu lugar e vi umas três pessoas tirando as fotos que estavam debaixo da carteira, uma delas foi o Matt. Ele olhou para a foto assustado e a rasgou e jogou no lixo. Sorte a dele, a aula do dia de hoje não é em companhia de Agnes ou Olívia. Eu virei para trás enquanto o professor olhava o livro dele e meus olhos de encontraram com os de Matt.
- Quem mais você vai beijar?- olhei para ele e joguei um beijo em sua direção, sarcasticamente.
Na saída, encontrei Carl, Missie e Tyler ao redor de Matt e Agnes, disfarcei mexendo no meu armário para poder ouvir a discussão:
-Você me traiu com aquela...aquela- ela rompeu em lágrimas.
- Olha, eu posso explicar, Ally só estava com raiva da gente e...- ele não terminou, Olívia passou por perto e o pegou pelo braço e lhe deu um beijo.
- Você me dá carona ursinho?- aquela voz melosa e fina me faz ficar completamente enjoada.
- Claro, ursinho- ele diz meio embaraçado.
- E ainda a chama como você me chamava?!- ao dizer isso, ela passou pelo meu armário e me viu. Droga, devia ter me escondido em outro lugar.
O rosto dela ficou completamente vermelho e ela avançou para cima de mim gritando um monte de palavrões, me pegou pelo pescoço me colocando contra os armários, não conseguia processar mais nada, estava ficando sem ar, precisava desesperadamente de ar. Tentei tirar as mãos dela de minha gargante,inútil. Graças à Deus Carl a tirou se perto de mim, juntamente de Missie. Agnes saiu correndo e Missie foi atrás, enquanto eu me ajoelhei no chão e comecei a repor minha respiração.
- Você está bem?- Carl perguntou em tom preocupado, demorei para responder pois estava ocupada demais repondo minha respiração e porque não sabia se ele estava falando sério.
- Sim- eu disse olhando para ele, eu menti, pois meu pescoço estava doendo muito. Ele me ajudou a levantar e se ofereceu para me dar carona, falando que Missie não se importava. Olhei desconfiada para ele e disse não.
No dia seguinte, tudo estava bem, normal, ou sem dramas. Até porque Agnes, Matt ou Olívia não foram para escola. Matando aula...provavelmente.
Prova já marcada, mais um bolo de lições de casa e aquele cheiro de creme para espinhas. Normal. Isso é a escola. Meu dia, por incrível que pareça, estava normal, amanhã já seria sexta, ainda bem, e logo veria Jorge novamente. É horrível fica sem ele. Peguei minha picape e fui para a casa. Ao estacionar o carro na garagem, vi que o carro de Jorge já estava lá. Meu coração começou a bater mais forte. Finalmente.
- Olá Jorge! Você não..- eu comecei a falar ao abrir a porta de casa, mas não terminei pois vi Jorge segurando a mão de uma morena alta, e linda. E Agnes sentada no sofá com olhos meio inchados.
- Oi!- Jorge disse, ia se soltar da moça, mas ela não o deixou vir me abraçar.
- Como vai?- ela disse com um sorriso enorme no rosto.
- Quem é ela?- eu disse, sequer respondi a moça. Só queria saber quem era aquela mulher. Alguma coisa em seu olhar não me agrada.
- Bom...desculpa por não te contar por telefone ou mensagem, é algo para se dizer pessoalmente- meu coração começou a bater com ainda mais força-, quando fui viajar a trabalho, conheci essa maravilhosa mulher, que também estava lá, em Nova Iorque, a trabalho. E nos apaixonamos. Passamos uma noite inteira conversando, nos conhecendo. Então, gostaria de apresentar-lhe: Adelle e Agnes, sua futura mãe e irmã!
quarta-feira, 2 de março de 2016
De cabeça para baixo, capítulo 3
Trimmmmmmmmm!
O despertador tocou as 7:00, como na segunda, e como tocaria pelo resto da semana, nada demais, apenas a rotina. Depois de levantar da cama desejando os cinco minutinhos que acabariam se tornando mais longos e me atrasando, tomei um banho banho quente e depois me arrumei, não me esquecendo de agora, levar shampoo e sabonete para a escola e mais roupas reservas para deixar no armário. Como poderia ser o dia de hoje?
Ao descer para tomar café da manhã, Jorge não estava lá e havia um bilhete preso a geladeira dizendo que ele precisara fazer uma viagem de última hora, dizendo que só voltaria na sexta. Hoje era terça feira. Depois de fazer o café da manhã peguei a minha mochila e as chaves do meu carro e parti para a escola. Ao chegar, não havia ninguém nos corredores, claro, chegara quinze minutos mais cedo antes de as aulas começarem. Era ótimo para dar uma olhada na biblioteca, que não havia olhado antes devido a um pequeno imprevisto. Ao chegar, havia um casal meloso na biblioteca. Não vi quem era, sai correndo de lá. Ao andar pelo corredor em direção ao meu armário, me esbarrei com o garoto de quem estavam "tirando sarro"; quando ia dizer umas belas palavras para ele, algo em mim me disse não e começou a movimentar minhas pernas, estava com medo de outra pegadinha de mal gosto. Quando estava correndo, não tão rápido para não parecer que fiz nada de errado, senti algo batendo em meu pé e depois minha cara colidindo com o chão. Ao me sentar massageando meu nariz que provavelmente estava prestes a sangrar, vi uma morena de cabelos encaracolados, a que estava ao lado de Agnes quando jogou tinta em mim. E um loiro que também estava tirando sarro dele. Sai de perto deles que estavam rindo da situação e fui ao banheiro, de novo. ao me olhar no espelho, eu estava chorando, limpei minha lágrimas (e também o sangue do meu nariz), ao sair do banheiro já havia bastante gente no corredor. Peguei meu livro de biologia e entrei na sala. Cinco minutos depois bastante gente entrou na sala, quando batera o sinal. Dentre essa gente, a panelinha idiota, porém com alguém "novo", uma loira de olhos castanhos.
- Doeu foi? Bebezinha?- a morena de cabelos cacheados disse rindo, mas não com muito deboche.
- Vamos Missie, deixe ela com seus probleminhas sozinha- disse o loiro para a morena, quero dizer, Missie.
- Claro, Carl- ela disse e em seguida o beijou. Matt, Carl, Missie e Agnes, só faltava descobrir mais dois nomes da panelinha.
Pelo que pude ouvir pelo dia, o garoto nerd que pulara de ano era Tyler, e a loira era Olívia.
Quando o intervalo finalmente chegou e pude dar uma pausa para meu cérebro, peguei meu celular e mandei uma mensagem para Jorge:
Eu: Hey! Já se esqueceu de mim?!
Jorge: Óbvio que não!
Eu: Para onde você foi? Sequer se despediu de mim!
Jorge: Miami. Me perdoe. foi literalmente de última hora. Espero não ter garotos em casa viu?
Eu: Okay, okay, não esquenta a cabeça!
Jorge: Você não devia estar na aula agora, mocinha?
Eu: Intervalo. Beijos, o sinal acabou de bater
Jorge: Estou de olho!
Desliguei o telefone e voltei para a aula.
Foi um longo dia, com vários deveres para casa. Isso no segundo dia de aula. Quanto mais os anos passam, mais difícil, não é isso o que dizem?
Ao sair para o estacionamento, só havia os carros dos professores, a minha picape e a Ferrari vermelha, havia passado um tempo na biblioteca dando uma olhado nos livros. Resolvi olhar pela a janela do carro, discretamente. Erro meu, pois vi Matt e Olívia aos beijos dentro do carro. Peguei meu celular e tirei uma foto. Sai correndo em direção ao meu carro, e fui embora.
Mas por que tiraria aquela foto? Comecei a procurar motivos pela minha cabeça. Porém não consegui achar nenhum. Depois de um tempo refletindo e ao chegar em casa, lembrei-me que Matt estava com Agnes, e não a Olívia, quero dizer, hoje mesmo os vi abraçados na última aula. Não poderiam terminar do nada e Matt não poderia ficar com uma garota tão rápido após um termino. Mas isso pode ser uma vingança. Agnes provavelmente não sabe disso, então, traição. "A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena", o ditado é mais ao menos assim, mas que se dane, o importante é o que tenho em minhas mãos.
- Chegou tarde? Esteve andando com alguém especial?- eu disse para Matt quando eu e ele estacionamos o carro e saímos. Ele me olhou confuso e ignorou. Havia uma marca de batom na bochecha dele- Melhor lavar isso dai!- eu gritei quando ele abriu a porta da casa dele. Estava me sentindo vitoriosa. Entrei em casa, larguei a mochila no chão e fui para a cozinha, peguei um pacote de salgadinho e meu celular e fui para o meu quarto. Sentei na cadeira e coloquei tudo sobre a escrivania que ficava em frente a minha cama, liguei o Notebook e passei a foto do meu celular pra ele, em seguida comecei a imprimir algumas cópias.
Fui ao escritório de Jorge e peguei as fotos que saíram da impressora.
- Hora do meu show começar- eu disse em voz alta.
Peguei as fotos e coloquei na minha mochila, esperando ficar a noite para entrar na escola e montar uma surpresinha para quando os primeiros alunos chegarem. Coloquei um capuz preto e um grampo de cabelo, poderia tentar abrir as portas com aquilo.
Quando o relógio marcou dez em ponto, peguei minha mochila, coloquei nas costas e fui até a garagem pegar minha picape. Parei a dois quarteirões de distância da escola, só por precaução e sai do carro. Depois de caminhar uns cinco minutos, cheguei à escola. Pulei o portão e cheguei em frente as grandes portas de vidro. Tentei abri-las. Trancadas. Peguei o grampo que deixei preso ao meu cabelo e consegui abrir a porta depois de algumas tentativas. Verifiquei se não havia ninguém no corredor e se estava com o capuz cobrindo a minha cabeça, e se havia pegado uma mochila diferente da que eu levo para a escola, afinal, isso poderia abrir uma suspeita contra mim, até porque as câmeras estavam gravando tudo. Peguei um durex a comecei a colar as fotos nas paredes. Colei ao total 20 fotos pelo corredor de entrada, as outras trintas (havia imprimido 50) estavam espalhadas por debaixo de algumas carteiras sortidas de algumas salas. Depois de terminar o trabalho, sai da escola e a tranquei. Pulei o portão e sai correndo em direção a picape.
Ao chegar, peguei meu Notebook no banco ao lado e conectei um pen-drive com internet. Criei uma conta anônima no Google, entrei no blog da escola, comandado por Agnes e postei a foto nos comentários.
Agnes 1 x Ally 1. Matt 1 x Ally 1.
O despertador tocou as 7:00, como na segunda, e como tocaria pelo resto da semana, nada demais, apenas a rotina. Depois de levantar da cama desejando os cinco minutinhos que acabariam se tornando mais longos e me atrasando, tomei um banho banho quente e depois me arrumei, não me esquecendo de agora, levar shampoo e sabonete para a escola e mais roupas reservas para deixar no armário. Como poderia ser o dia de hoje?
Ao descer para tomar café da manhã, Jorge não estava lá e havia um bilhete preso a geladeira dizendo que ele precisara fazer uma viagem de última hora, dizendo que só voltaria na sexta. Hoje era terça feira. Depois de fazer o café da manhã peguei a minha mochila e as chaves do meu carro e parti para a escola. Ao chegar, não havia ninguém nos corredores, claro, chegara quinze minutos mais cedo antes de as aulas começarem. Era ótimo para dar uma olhada na biblioteca, que não havia olhado antes devido a um pequeno imprevisto. Ao chegar, havia um casal meloso na biblioteca. Não vi quem era, sai correndo de lá. Ao andar pelo corredor em direção ao meu armário, me esbarrei com o garoto de quem estavam "tirando sarro"; quando ia dizer umas belas palavras para ele, algo em mim me disse não e começou a movimentar minhas pernas, estava com medo de outra pegadinha de mal gosto. Quando estava correndo, não tão rápido para não parecer que fiz nada de errado, senti algo batendo em meu pé e depois minha cara colidindo com o chão. Ao me sentar massageando meu nariz que provavelmente estava prestes a sangrar, vi uma morena de cabelos encaracolados, a que estava ao lado de Agnes quando jogou tinta em mim. E um loiro que também estava tirando sarro dele. Sai de perto deles que estavam rindo da situação e fui ao banheiro, de novo. ao me olhar no espelho, eu estava chorando, limpei minha lágrimas (e também o sangue do meu nariz), ao sair do banheiro já havia bastante gente no corredor. Peguei meu livro de biologia e entrei na sala. Cinco minutos depois bastante gente entrou na sala, quando batera o sinal. Dentre essa gente, a panelinha idiota, porém com alguém "novo", uma loira de olhos castanhos.
- Doeu foi? Bebezinha?- a morena de cabelos cacheados disse rindo, mas não com muito deboche.
- Vamos Missie, deixe ela com seus probleminhas sozinha- disse o loiro para a morena, quero dizer, Missie.
- Claro, Carl- ela disse e em seguida o beijou. Matt, Carl, Missie e Agnes, só faltava descobrir mais dois nomes da panelinha.
Pelo que pude ouvir pelo dia, o garoto nerd que pulara de ano era Tyler, e a loira era Olívia.
Quando o intervalo finalmente chegou e pude dar uma pausa para meu cérebro, peguei meu celular e mandei uma mensagem para Jorge:
Eu: Hey! Já se esqueceu de mim?!
Jorge: Óbvio que não!
Eu: Para onde você foi? Sequer se despediu de mim!
Jorge: Miami. Me perdoe. foi literalmente de última hora. Espero não ter garotos em casa viu?
Eu: Okay, okay, não esquenta a cabeça!
Jorge: Você não devia estar na aula agora, mocinha?
Eu: Intervalo. Beijos, o sinal acabou de bater
Jorge: Estou de olho!
Desliguei o telefone e voltei para a aula.
Foi um longo dia, com vários deveres para casa. Isso no segundo dia de aula. Quanto mais os anos passam, mais difícil, não é isso o que dizem?
Ao sair para o estacionamento, só havia os carros dos professores, a minha picape e a Ferrari vermelha, havia passado um tempo na biblioteca dando uma olhado nos livros. Resolvi olhar pela a janela do carro, discretamente. Erro meu, pois vi Matt e Olívia aos beijos dentro do carro. Peguei meu celular e tirei uma foto. Sai correndo em direção ao meu carro, e fui embora.
Mas por que tiraria aquela foto? Comecei a procurar motivos pela minha cabeça. Porém não consegui achar nenhum. Depois de um tempo refletindo e ao chegar em casa, lembrei-me que Matt estava com Agnes, e não a Olívia, quero dizer, hoje mesmo os vi abraçados na última aula. Não poderiam terminar do nada e Matt não poderia ficar com uma garota tão rápido após um termino. Mas isso pode ser uma vingança. Agnes provavelmente não sabe disso, então, traição. "A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena", o ditado é mais ao menos assim, mas que se dane, o importante é o que tenho em minhas mãos.
- Chegou tarde? Esteve andando com alguém especial?- eu disse para Matt quando eu e ele estacionamos o carro e saímos. Ele me olhou confuso e ignorou. Havia uma marca de batom na bochecha dele- Melhor lavar isso dai!- eu gritei quando ele abriu a porta da casa dele. Estava me sentindo vitoriosa. Entrei em casa, larguei a mochila no chão e fui para a cozinha, peguei um pacote de salgadinho e meu celular e fui para o meu quarto. Sentei na cadeira e coloquei tudo sobre a escrivania que ficava em frente a minha cama, liguei o Notebook e passei a foto do meu celular pra ele, em seguida comecei a imprimir algumas cópias.
Fui ao escritório de Jorge e peguei as fotos que saíram da impressora.
- Hora do meu show começar- eu disse em voz alta.
Peguei as fotos e coloquei na minha mochila, esperando ficar a noite para entrar na escola e montar uma surpresinha para quando os primeiros alunos chegarem. Coloquei um capuz preto e um grampo de cabelo, poderia tentar abrir as portas com aquilo.
Quando o relógio marcou dez em ponto, peguei minha mochila, coloquei nas costas e fui até a garagem pegar minha picape. Parei a dois quarteirões de distância da escola, só por precaução e sai do carro. Depois de caminhar uns cinco minutos, cheguei à escola. Pulei o portão e cheguei em frente as grandes portas de vidro. Tentei abri-las. Trancadas. Peguei o grampo que deixei preso ao meu cabelo e consegui abrir a porta depois de algumas tentativas. Verifiquei se não havia ninguém no corredor e se estava com o capuz cobrindo a minha cabeça, e se havia pegado uma mochila diferente da que eu levo para a escola, afinal, isso poderia abrir uma suspeita contra mim, até porque as câmeras estavam gravando tudo. Peguei um durex a comecei a colar as fotos nas paredes. Colei ao total 20 fotos pelo corredor de entrada, as outras trintas (havia imprimido 50) estavam espalhadas por debaixo de algumas carteiras sortidas de algumas salas. Depois de terminar o trabalho, sai da escola e a tranquei. Pulei o portão e sai correndo em direção a picape.
Ao chegar, peguei meu Notebook no banco ao lado e conectei um pen-drive com internet. Criei uma conta anônima no Google, entrei no blog da escola, comandado por Agnes e postei a foto nos comentários.
Agnes 1 x Ally 1. Matt 1 x Ally 1.
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Cientista x Jogador de Futebol
Duas profissões, dois ramos completamente diferentes. Cientistas e jogadores de futebol. Jogadores de futebol nos entreterem, deixam alguns com muita tensão na hora de marcar um gol ou algo do tipo. São muito conhecidos e ganham muito bem, além de serem muito valorizados! Cientistas passam anos na faculdade, rachando a cabeça de tanto estudar para tirar um diploma, fazer novas descobertas que nos ajudam no nosso dia a dia; exemplo: antes de Eratóstenes muitos, quero dizer, acho que todos pensavam que a Terra era plana. Conhecia esse cara? Não? É, acho que muitos não conhecem; mas foi ele que perguntou o por quê e, sem tecnologia alguma, descobriu que a Terra não era, nem é, plana. Continuando: os cientistas não recebem o mesmo valor e conhecimento que os jogadores de futebol, ou cantores, ou atores. E foram eles, os cientistas, tão pouco valorizados, que resolveram perguntar o por quê, quando e como.
Se não fosse por essas incríveis mentes, não saberíamos nem a metade do que sabemos hoje, se não fosse por eles, não teríamos nem metade do que temos hoje.
É ai que quero chegar: um cientista que contribui com a população de hoje, que deixaram incríveis descobertas do passado para a gente, é menos valorizado e reconhecido do que um jogador de futebol! Quando jovens brasileiros ganham medalhas de física, astronomia, matemática e etc., não são reconhecidos. Enquanto fazer um gol leva mais fama do que ganhar medalhas em física, por exemplo.
Meus verdadeiros heróis estão em livros de ciências, matemática e etc. Mas cada um escolhe o herói que deseja. Só acho, quero dizer, tenho certeza que os cientistas deveriam ser mais reconhecidos e valorizados.
P.S.: Lembrando que não estou menosprezando profissão alguma, cada um escolhe e tenta alcançar a que quiser, apenas estou abordando um tema que a sociedade de hoje em dia deveria parar um pouco para refletir. Hoje temos o ramo do entretenimento, que é muito mais valorizado do que o ramo do conhecimento, por exemplo.
Se não fosse por essas incríveis mentes, não saberíamos nem a metade do que sabemos hoje, se não fosse por eles, não teríamos nem metade do que temos hoje.
É ai que quero chegar: um cientista que contribui com a população de hoje, que deixaram incríveis descobertas do passado para a gente, é menos valorizado e reconhecido do que um jogador de futebol! Quando jovens brasileiros ganham medalhas de física, astronomia, matemática e etc., não são reconhecidos. Enquanto fazer um gol leva mais fama do que ganhar medalhas em física, por exemplo.
Meus verdadeiros heróis estão em livros de ciências, matemática e etc. Mas cada um escolhe o herói que deseja. Só acho, quero dizer, tenho certeza que os cientistas deveriam ser mais reconhecidos e valorizados.
P.S.: Lembrando que não estou menosprezando profissão alguma, cada um escolhe e tenta alcançar a que quiser, apenas estou abordando um tema que a sociedade de hoje em dia deveria parar um pouco para refletir. Hoje temos o ramo do entretenimento, que é muito mais valorizado do que o ramo do conhecimento, por exemplo.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
De cabeça para baixo, capitulo 2
Não podia ser! Além de ter de atura-lo na escola, também
teria de aturar como vizinho! Matt, o carinha que me humilhou na frente da
escola inteira.
- Vizinha nova é?- ele perguntou saindo do carro com um
sorriso de deboche.
O ignorei como se fosse apenas um grande nada. Exatamente o
que ele era na minha vida. Entrei em casa e resolvi jogar videogame para tirar
o acontecimento da escola da cabeça. Então me lembrei de que um professor havia
comentado sobre um blog da Hilston High School, de uma tal de Agnes, resolvi
entrar. Péssima ideia. Assim que entrei, havia uma foto minha coberta de tinta
cor de rosa, resolvi olhar a foto da dona do blog: a garota de cabelo liso que
jogara a tinta em mim! Eu fiquei furiosa, quando soltei um palavrão alto a
porta de casa abriu e Jorge chegara.
- Por que chegou tão
cedo?- eu perguntei olhando o relógio ao lado da porta. 16:00.
- Por quê? Tem algum
garoto escondido ai?- Jorge perguntou subindo as escadas correndo e revistando
meu quarto.
- Não tem nada ai
Jorge, relaxe!- eu disse soltando gargalhadas.
- Respondendo a sua
pergunta- ele disse descendo as escadas e com a voz suave, como sempre-, os
vizinhos irão jantar aqui ás 19:00, ou seja, venha me ajudar a pegar as compras
no carro e me ajudar na cozinha e...rosa? O que é isso no seu cabelo?- ele
disse olhando para mim, quero dizer, para o meu cabelo. Droga, esquecera de
tirar.
- Não...só...só...- não podia contar a
verdade, ele iria arrumar uma confusão na escola. Jorge sempre teve um instinto
protetor- só deixei um balde de tinta cair no cabelo, quero dizer, estava dando
uma olhada no teatro da escola e estavam pintando algumas coisas e sem querer
caiu em mim e... na verdade eu que cai em cima de um balde de tinta...
- Melhor dar um jeito
de tirar isso antes de os convidados chegarem- ele disse meio desconfiado- pode
deixar que pego as coisas no carro,
melhor você ir colocando seu avental de uma vez...Não se esqueça de
lavar as mãos, com bastante sabonete!
Soltei uma risada e
fui fazer o que Jorge pedira; depois de mais ou menos uma hora cozinhando, eu e
Jorge preparamos a mesa e em seguida fomos nos arrumar. Depois de um bom tempo
tentando tirar a tinta do cabelo, sai do banho e comecei a me arrumar.
Quando desci, os
convidados já haviam chegado. Não eram outros vizinhos, eram os indesejáveis: Matt,
Agnes e os pais de Matt. Ao repararem (Matt e Agnes) que eu estava lá, olharam
para mim com um sorriso falso e eu os cumprimentei, por educação.
- Prazer, Sonia- a
provavelmente mãe de Matt me cumprimentou com um sorriso radiante no rosto. Era
loira de olhos castanhos, muito bonita- Esse é Pedro, meu marido, somos os pais
de Matt e essa- ela disse apontando com um certo desprezo para Agnes- é a
namorada dele, Agnes.
- Ally, é meu nome; aliás,
o prazer é meu. Já tive uma bela oportunidade de conhecer Matt e Agnes- eu
disse com ironia-, somos colegas de classe.
- Você não me contou
Matt- Sonia disse ainda olhando para mim.
- Se fosse contar
sobre cada aluno daquela escola- ele disse usando sarcasmo, mas então pediu
desculpa baixinho quando o pai, Pedro, o lançara um olhar faiscante.
- Então, já sabe o
que planeja estudar?- Jorge retomou a conversa quando voltou com os pratos,
perguntando para Matt.
- Ainda não sei- ele
disse começando a comer.
- Enquanto a você, Agnes?- eu perguntei.
- Pensarei quando
estiver na hora de escolher- ela disse olhando para mim, com os olhos faiscando
de raiva.
- Para mim um futuro
sem planejamento não é nada!- eu disse, em seguida levei uma garfada a boca.
- Ally, modos- Jorge
cochichou ao meu ouvido.
Pelo resto do jantar
não disse mais nada, apenas respondi o que me perguntavam.
Quando estavam indo
embora, tive a obrigação de acompanha-los até a porta, o último a sair foi
Matt.
- Nova vizinha, ainda
por cima você- ele disse isso com a voz suave, suave demais para alguém que fizera
aquilo de manhã comigo. Quando ia dizer
algo, ele já havia ido embora. Ao entrar, ajudei Jorge na cozinha, em seguida
fui dormir. Amanhã será um longo dia...
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Ler
Ler, quem não gosta de ler? Bem, bastante gente, porém não sabem a aventura que estão perdendo. Ler é viajar sem mover, apenas precisa pegar um livro e ler. Quantos lugares nós, leitores, já não visitamos apenas através das páginas? Quantas palavras novas já não aprendemos com os livros? Quantas vezes já não quisemos nos casar com personagens fictícios? Ou quantas vezes já não choramos pela perda de algum personagem querido? Sem falar aquelas vez que você perde minutos apenas sentindo o cheiro dos livros.
Sinceramente, amo ler, é uma das melhores coisas do mundo! Já fiz tantas viagens inacreditáveis, já visitei universos paralelos assustadores, tais como a Clareira, Hogwarts, o Instituto de Nova York, Orlando, e vários e vários outros. Quando vocês abre o livro e começa ler, uma TV aparece em sua cabeça porém melhor, como se você estivesse observando todos os acontecimentos dos livros como um figurante.
L-E-R, uma palavra, três letras, um sentimento. Dá uma sensação de leveza quando você começa a ler, é tão bom! Estimula a sua mente, faz de você sábio, te ajuda a compreender melhor as coisas, etc. Uma simples ação que faz tão bem a você.
Sinceramente, amo ler, é uma das melhores coisas do mundo! Já fiz tantas viagens inacreditáveis, já visitei universos paralelos assustadores, tais como a Clareira, Hogwarts, o Instituto de Nova York, Orlando, e vários e vários outros. Quando vocês abre o livro e começa ler, uma TV aparece em sua cabeça porém melhor, como se você estivesse observando todos os acontecimentos dos livros como um figurante.
L-E-R, uma palavra, três letras, um sentimento. Dá uma sensação de leveza quando você começa a ler, é tão bom! Estimula a sua mente, faz de você sábio, te ajuda a compreender melhor as coisas, etc. Uma simples ação que faz tão bem a você.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Amizade Verdadeira
Todos nós temos muitos colegas, cujo maioria chamamos de amigo ou melhor amigo, mas...para dizer isso, você realmente tem de saber o que é a verdadeira amizade, e o seu valor também.
Em minha opinião, hoje em dia está realmente muito difícil de achar uma amizade verdadeira, alguém em que você realmente confia e pode contar seus segredos sem se preocupar se a pessoa vai contar ou não para alguém; alguém que não está com você só em momentos de felicidade, e sim de tristeza também; alguém que não te diminua ou se sinta superior a você; alguém que sempre está te apoiando; alguém que, quando uma nova amizade chega, não te deixa de lado! Me fale: você acha pessoas assim todo dia? Pelo menos eu não. Se é para falar quem são seus verdadeiros amigos, é simples: seus pais. Você pode sempre se abrir com eles, eles fariam qualquer coisa pra te ver feliz, não ficam falando: "você tem razão" o tempo todo e sim te corrigem/chamam a atenção quando você está errado. Eles são seus verdadeiros amigos, pra vida toda.
Não estou dizendo que é impossível você ter um melhor amigo de verdade, é possível sim! Mas não é fácil. Exemplo: estou certa de que você pode confiar no seu melhor amigo o suficiente pra contar um segredo pra ele, não é? Então, as vezes você pode ter um "melhor amigo" cujo você conta um segredo, e é sinônimo de você postar no Facebook. Ou aquele amigo que quando você faz coisa errada, ainda te apoia e fala que você está certo (amigo também tem de alertar quando você está errado). Ou aquele que quando você está realmente triste, te coloca mais pra baixo ainda!
E é por causa disso que sempre falo: Colegas eu tenho muitos, mas amigos não. Hoje em dia as pessoas estão cegas pra ver quem tem o celular de última geração, a roupa de marca mais cara, quem fez a melhor viajem. estão cegas pelo status que elas têm. Estão famintas de fofoca e superioridade. Por isso e várias outras coisas é complicado ter um amigo de verdade, aquele que te coloca pra cima e não para baixo.
Amizade verdadeira não é fácil de achar, portanto se você tem uma, faça o possível para que ela dure tanto quanto aqueles telefones antigos de "teclado" da Nokia, e não como esses que caem da primeira vez e já quebram.
Em minha opinião, hoje em dia está realmente muito difícil de achar uma amizade verdadeira, alguém em que você realmente confia e pode contar seus segredos sem se preocupar se a pessoa vai contar ou não para alguém; alguém que não está com você só em momentos de felicidade, e sim de tristeza também; alguém que não te diminua ou se sinta superior a você; alguém que sempre está te apoiando; alguém que, quando uma nova amizade chega, não te deixa de lado! Me fale: você acha pessoas assim todo dia? Pelo menos eu não. Se é para falar quem são seus verdadeiros amigos, é simples: seus pais. Você pode sempre se abrir com eles, eles fariam qualquer coisa pra te ver feliz, não ficam falando: "você tem razão" o tempo todo e sim te corrigem/chamam a atenção quando você está errado. Eles são seus verdadeiros amigos, pra vida toda.
Não estou dizendo que é impossível você ter um melhor amigo de verdade, é possível sim! Mas não é fácil. Exemplo: estou certa de que você pode confiar no seu melhor amigo o suficiente pra contar um segredo pra ele, não é? Então, as vezes você pode ter um "melhor amigo" cujo você conta um segredo, e é sinônimo de você postar no Facebook. Ou aquele amigo que quando você faz coisa errada, ainda te apoia e fala que você está certo (amigo também tem de alertar quando você está errado). Ou aquele que quando você está realmente triste, te coloca mais pra baixo ainda!
E é por causa disso que sempre falo: Colegas eu tenho muitos, mas amigos não. Hoje em dia as pessoas estão cegas pra ver quem tem o celular de última geração, a roupa de marca mais cara, quem fez a melhor viajem. estão cegas pelo status que elas têm. Estão famintas de fofoca e superioridade. Por isso e várias outras coisas é complicado ter um amigo de verdade, aquele que te coloca pra cima e não para baixo.
Amizade verdadeira não é fácil de achar, portanto se você tem uma, faça o possível para que ela dure tanto quanto aqueles telefones antigos de "teclado" da Nokia, e não como esses que caem da primeira vez e já quebram.
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